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21.4.09

tem paulista no churrasco


outro dia vivenciei um domingo paulista, com paulistas fazendo churrasco. diferente? completamente. e por quê? porque não foram treinados ou, porque não fez parte de seu ambiente de desenvolvimento fazer um churrasco como nós aqui fazemos. é ruim? não, nesse caso é apenas diferente.
porém, em alguns outros cenários (não os econômicos – piada interna), o fato de ter “paulista no churrasco”, ou “jabuti na árvore” – como diria um professor – pode gerar um imenso transtorno, perda de tempo, e acabar com a eficiência dos processos.

imagine um jabuti, com seu andar lento e toda aquela paciência característica. agora o coloque numa árvore, onde, no mínimo, ele deveria movimentar-se para não cair – deixando de fora toda a gama de atividades que o rapaz deveria fazer para manter seu galho nas condições em que o recebeu. difícil pro jabuti não?
pois atualmente vejo uma infinidade de árvores com jabutis, e penso: porque não deixam as pessoas em seu habitat natural? algumas coisas são compreensíveis nesse cenário (não disse que são aceitáveis), algumas coisas, não todas! entendo que técnica é fundamental para as atividades que não tem manuais de instruções, para operar coisas que não são quadradinhas e nas quais um simples fluxograma não consegue mostrar toda a complexidade existente. é claro que o conhecimento também pode se desenvolver através da prática, para isso o jabuti deve estar interessado. e vejo montes e montes deles por ai, que não querem nem saber do que está acontecendo a sua volta.
e como ficam as árvores? com os galhos enfraquecidos (jabutis são pesados!), sem balançar e sem oferecer toda aquela segurança e tranqüilidade que outrora lhe eram características.
não me surpreenderá que, daqui a pouco, os jabutis comecem a cair na cabeça das pessoas que descansam inocentemente debaixo das 'inofensivas' árvores.

*Alice mudou do país das maravilhas para o dos jabutis, e não está contente. posta aqui quando ligações lhe tiram o sono às 8 da manhã de um feriado.

4 comentários:

Miguel disse...

Acho que nesse caso, o melhor a fazer é sair debaixo da árvore e assistir a queda dos jabutis bem de longe. Enquanto isso, sofram os galhos...


Ótimo texto guria!

Guilherme Becker disse...

Opa, muito obrigado! Siga lendo.

Confesso que li apenas este teu primeiro texto aqui por pura e completa falta de segundos sobrando. E uma vez que, do que vi, gostei, ficarei de olho. Realmente, bom texto. E não encare isso como um mero "rebote" do tipo "parabéns também". Tuas palavras ficaram de fato bem colocadas. Paulista e churrasco, jaboti na árvore, jornalista rico e eu torcer pro Grêmio... Alguns exemplos de coisas que não fecham, invariavelmente.

Fala garoto, fala garota. disse...

E quem sabe um dia nós quadrúpedes tenhamos que voltar lá para o alto. Pulando de galho em galho.
Evolução?

Ci disse...

Viva a prolixidade! Vivaaa!