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24.1.10

#prontofalei

não é uma reclamação minha. pelo menos não exclusiva.
conversa no msn:
a¹: - e ai, como acabou a festa ontem?
a²: - ai amiga, nem te conto. fulaninho não tomou nenhuma atitude. e pior, o amigo dele quis tomar...
a¹: - putz! que droga!
a²: - quer saber? tô cansada de estar sozinha. e eu estou sempre sozinha.

pronto. desencadeou pensamentos e mais pensamentos, daqueles que vem e vão quase que mensalmente. e a conversa continuou
a²: - me diz, qual é o meu problema?
a¹: - olha, se tu tem um, eu também o tenho... mas prefiro pensar que são eles que tem problemas e não nos enxergam
a²: - fico pensando: até as mais irritantes, chatas, mal educadas e frescas tem um namorado e eu não.
a¹: - o que é nosso tá guardado. possivelmente bem longe daqui, no japão, ou na inglaterra...
a²: - hahahahah, é pode ser...

horas depois, contando da conversa para outra boa entendedora da causa, lembramos: "o problema não é você e sim a placa de 'não estacione' que colaram nas tuas costas".
então se você entende que a vida seria agradável ao lado de pessoas divertidas, simpáticas, que não tem problemas em tomar um sorvete e sem frescuras do tipo "ai, cerveja não, pq engorda", procure-nos. ou não.

[*alice escuta e compartilha das reclamações de suas amigas. chuta o balde aqui, as vezes.]

20.1.10

2010 e eu esqueci #comofas pra escrever algo legal


brindes e mudanças de ano. comemorações, despedidas e desejos de boa sorte. altas aventuras entre feras vorazes e aquilo que chamamos 'só' de vida. fazer nada por uns minutinhos e fazer tudo nos minutos seguintes. leituras boas e músicas novas. decorar letras pra cantar depois, em algum lugar e/ou pra alguém.
encontros e reencontros pra despedir. finalmente marcamos com sucesso aquele tão esperado churras pra conviver com os que queremos bem, e pra dar até logo pra quem se vai.
conquistas: algumas que fazem sorrir e outras que fazem chorar pela grandeza. orgulho que dá ver os amigos 'virando profissionais de verdade'. parabéns! nessa hora o 'mundo real' te chama e diz 'viu só como o tempo passou?!' e a nostalgia toma conta.
vibrações boas com a cantora¹ que descobri no último dezembro. ela me encanta e 'me canta'.
e eu que só esperava deste janeiro muito calor, tenho que agradecer por tantas coisas positivas. 

¹ aquela que canta: "...deixe estar que o que for pra ser vigora / eu sou tão feliz / vamos dividir os sonhos..."


[*alice acha que esqueceu como se escreve um bom texto. posta por aqui de teimosa no meio da tarde, só pra contar as novidades]

5.1.10

passagem

difícil de conseguir nesta época.
era o que todos queriam. um bilhete. sair da cidade. espairecer, respirar novos ares. fugir um pouquinho do trabalho e ter tempo pra conviver com pessoas queridas. foi isso que muita gente fez.  inclusive yo.
mas tão difícil quanto comprar uma passagem - pro lugar que fosse - era também o restante todo do processo.
o embarque não foi fácil. o caminho foi longo, muitas vezes demorado. as vezes dava a impressão de estar parado. por ora a adrenalina subia a ponto de acelerar o coração e sentir todos os mLs de sangue correrem pelas veias.  por vezes o estresse pareceu querer tomar conta. por vezes tudo estava tão calmo que era até possível dormir. e de repente se foi.
atenção passageiros: embarque obrigatório em 10, 9, 8...
nova viagem agora. possivelmente novos rumos, novos desafios, novas aventuras e de alguma forma, sim, vida nova.
e o que eu pedi, quietinha, de pés descalços, falando com o 'grande gerenciador'?
duas coisas, duas que há algum tempo 'fazem parte do meu corpo' e que peço pra ficarem eternamente tatuadas na alma: sabedoria e paz.
de resto, só agradecer, pois 'o que não mata, fortalece' e "eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida..."

*alice ainda é a dona do campinho por aqui. posta pra contar um pouquinho de suas últimas 'viagens' e desejar aos demais passageiros um Ano Novo 10!

25.12.09

tenho

tido preguiça de passar aqui. volto um dias desses, sem marcar hora.

bjospodemligar.

12.12.09

toca aqui...


A História de Lily Braun
[Edu Lobo/Chico Buarque]

Como num romance
O homem de meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz
E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão foi desde então
Ficando flou
Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues
Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris
E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê
Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz

*alice dança conforme a música. posta aqui quando encontra musiquinhas gostosas pra compartilhar.

30.11.09

nuvens coloridas


noite de domingo e um seleto grupo de pessoas sai pra matar aquela vontade de comer. escolhem praticamente no 'discordar' o local para a atividade tão importante, e vão.

conversas sobre os mais variados temas surgem na mesa, desde debates querendo entender como 'funciona' o daltonismo até o filme do comandante da fuzarca ilustríssimo sr. presidente da república. eis que, de repente fulaninho atira a pergunta:
- se fosse fazer um filme da vida de vocês, que cenas gostariam de colocar?
neste momento as cabeças começaram a fervilhar tentando encontrar momentos interessantes para o seus filmes.
um deles responde que colocaria o dia em que a irmã nasceu. e continua a busca mental por seus momentos. o outro, depois de algum pensar diz que sua vida é normal e não teria nada pra mostrar.
então fulaninha responde:
- eu colocaria uma cena do dia que estávamos indo pra Cambará e vimos nuvens coloridas, tu lembra?
a conversa estende-se mais um pouco, a fome é saciada e o pessoal vai em direção ao caixa, quando o 'pseudo garçom chato metido a caixa e que não sabe calcular' entra em ação. vários minutos depois o grupo sai do local e, depois de terem sido passados pra trás pelo garçom, resolvem que precisam enganar alguém. o escolhido foi o cara que sempre deixa o carro 'bem cuidado'.
depois de muito rir, cada um vai pra sua casa. e fulaninha fica com a pergunta do fulaninho martelando quase como acontece quando vai à aula de filosofia.
ela eternizaria várias cenas. algumas de suas apresentações com o grupo de dança no exterior, alguns abraços, algumas lágrimas, algumas perdas, alguns ganhos, mas a cena do dia em que, inexplicavelmente, viu nuvens coloridas teria um momento especial.
foi uma ida a Cambará do Sul, estavam quase chegando e, por ser um local muito alto, diziam que estavam nas nuvens. lado a lado iam fulaninho e fulaninha, ouvindo ana carolina, quando de repente ela diz:
- olha lá (e aponta pro céu). nuvens coloridas. como pode?
naquele momento a fala da Clarice Lispector tinha total aplicação: "não tente entender. a vida ultrapassa todo o entendimento". e assim foi, não tentaram entender, só contemplaram a paisagem.
fulaninha nem lembrava mais deste momento, mas hoje por alguns minutos enchera os olhos de lágrima ao lembrar.


[*Alice começou a pensar em como será o filme de sua vida. posta aqui depois de muito tempo ao lembrar de momentos simples, porém, com grande significado caro leitor. porque seu filme provavelmente não será ao estilo 'mega produção', mas será recheado de momentinhos chamados carinhosamente de 'gotas de felicidade']

14.11.09

sua ligação

é muito importante para nós. por favor, não desligue.

[*alice tem crises de inspiração. não quer perder seus 'clientes', então posta aqui apenas para avisar que continua viva. bjosmesigam]